No s vinho, mas nele o olvido, deito
Na taa: serei ledo, porque a dita
      ignara.  Quem, lembrando
      Ou prevendo, sorrira? 
Dos brutos, no a vida, seno a alma,
Consigamos, pensando; recolhidos
      No impalpvel destino
      Que no spera nem lembra. 
Com mo mortal elevo mortal boca
Em frgil taa o passageiro vinho,
      Baos os olhos feitos
      Para deixar de ver.
13 - 6 - 1926

In Poesia , Assrio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
[NÃO SÓ VINHO MAS NELE O OLVIDO DEITO ]
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