Conhecem um vigário de chorina,
De insulta frase, de ralé maruja?
Sapo imundo, que bebe, ou que babuja,
No que deita por fora a Cabalina?

Este é um tal Franco, um tal sovina,
Que orelhas mil e mil com trovas suja,
Digno rival do mocho, e da coruja,
Quando a voz desenfreia, a banza afina:

Faz versos em francês, francês antigo,
Em gíria de Veneza, e finalmente
Em corrupto espanhol; leve o castigo:

Ele diz que são bons, e os mais que mente;
Põe mãos à obra, faze o que te digo,
Chicoteia esse bruto, e crê na gente.

 

Bocage
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