Podes levar as rosas que trouxeste.

Não as quero,
Nem me digas
Que hás-de ser perpetuamente
O motivo mais ardente
—- O maior motivo
Das minhas cantigas.

Enganámo-nos, meu bem!

Agora que já conheço
Todo o sabor dos teus beijos,
Quero-te menos, e sinto
A febre de outros desejos
Que não podes entender...

Mas hei-de lembrar-te, juro!
E tanto..., quanto puder.

 

In Curiosidades Estéticas


In As Canções de António Botto - Primeiro volume das obras completas
António Botto
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