A criança que ri na rua,  
A música que vem no acaso,  
A tela absurda, a estátua nua,
A bondade que não tem prazo —
Tudo  isso excede este rigor
Que o raciocínio dá a tudo,  
E tem qualquer cousa de amor,  
Ainda que o amor seja mudo
4 - 10 - 1934

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
« Voltar