Aqui, sem outro Apolo do que Apolo,
Sem um suspiro abandonemos Cristo
      E a febre de buscarmos
      Um deus dos dualismos.

E longe da cristã sensualidade
Que a casta calma da beleza antiga
      Nos restitua o antigo
      Sentimento da vida.

[11-8-1914]

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
[[AQUI SEM OUTRO APOLO DO QUE APOLO]]
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