Morreste. Veio a notícia
Ter com o meu ignorá-la.
Velho amigo! Sem perícia
Chorei sua sorte impropícia -
Não há mal senão chorá-la.

Não sabe descrer o forte?
O sábio confia e faz.
Morreste? Falhou-te a sorte.
Não acredito na morte.
Até à vista, rapaz!

25 - 3 - 1931

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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