Cor de rosa vago
Do poente,
Meu coração trago
Doente.

Doente de já não
Sentir bem
Qualquer sensação
Que tem.

Poente cor de rosa
Eu te fito
Como a qualquer cousa.
Dormito.

 

9 - 7 - 1934

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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