Que velho, minha ama,
Que velhinho já...
Faze tu a cama
Que o sono virá...
Faze já a cama.

Que triste, minha ama,
Sempre assim tão triste!
Vê, mesmo na cama
Esta dor persiste...
Não durmo, minha ama.

26 - 7 - 1910

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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