Sereno aguarda o fim que pouco tarda.  
Que é qualquer vida?  Breves sóis e sono. 
          Quanto pensas emprega  
          Em não muito pensares. 
 
Ao nauta o mar obscuro é a rota clara.  
Tu, na confusa solidão da vida, 
          A ti mesmo te elege 
          (Não sabes de outro) o porto.

 

31 - 7 - 1932

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
[SERENO AGUARDA O FIM QUE POUCO TARDA. ]
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