Grinaldas murchas das que foram noivas
E hoje o Erebo sustenta, pobres rosas
Com que a infância um momento engrinaldou
Seu luxo simples de alegria, cravos,
Lírios de vário branco, uma cecém,
Violetas chorando humildemente,
Papoulas, malmequeres
todas belas
Nos campos naturais ou jardins feitos,
E as flores que, Perséfone, deixaste
Cair do carro onde te Dis levou.
11 - 1 - 1918

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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