Todas as coisas são
Uma coisa qualquer…
Redemoinho
Ou malmequer…

Futilidade enfim…
Ou nem isso até…
Nunca se chega ao fim
Sem ter fé…

O fim, claro, é nada,
Mas o lá chegar
Sempre é ter tido a estrada
Por onde andar.

5 - 9 - 1934

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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