Quantas armadas partiram
Por esses mares além...
Quantas sucumbiram,
Ó minha mãe, minha mãe!

O meu amor é marinheiro...
A minha alma está no mar...
Ah que ele seja gajeiro
Quando a armada voltar!...

25 - 6 - 1912

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
« Voltar