A rabanada de vento
Deitou ao chão o andaime
Do meu desalento
E eu grito: Salvai-me!

Mas se a rabanada de vento
Deitar ao chão
O andaime do meu desalento,
Não há salvação.

28 - 4 - 1928

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
« Voltar