Dia após dia a mesma vida é a mesma.
      O que decorre, Lídia,
No que nós somos como em que não somos
      Igualmente decorre.
Colhido, o fruto deperece; e cai
      Nunca sendo colhido.
Igual é o fado, quer o procuremos,
      Quer o speremos. Sorte
Hoje, Destino sempre, e nesta ou nessa
      Forma alheio e invencível.
2 - 9 - 1923

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
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