Como por uma peneira
Me passa a vida,
Sempre da mesma maneira
E tão ténue a medida,

Que passa toda, tudo cessa...
Superior a qualidade?
Mas a memória não confessa.

[12-5-1921]

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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