I


Quando aqueles que chegavam
olhavam os que partiam
os que partiam choravam
os que ficavam sorriam

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VII


Queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma

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XIX


A noite como um prego a noite louca
A noite com árvores na boca

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XX

 

Arrumaram-se à luz de um candeeiro
           a recolher esmolas.
Mas quem passa, passa. Nem sempre há dinheiro.
           É assim mesmo!... — Bolas!


Não fazem pena. Não fazem coisa alguma.
           Estão ali.
Ela, tem a boca cheia de espuma
           e ele, cego, sorri.

 


In Discurso sobre a Reabilitação do Real Quotidiano
Mário Cesariny de Vasconcelos
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