A minha alma é um horário de comboios
Mas de há 3 anos, e não serve já
P’ra minha vida prática d’hoje. Há
Descrenças a cada hora.

 


c.11-6-1916

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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