Só tu és paz, ó mundo cheio
      E inconsciente de mim.
Ó morte, o teu □ o teu enleio
      E o tu seres Fim!

Passem rodas e passos sobre o meu sono
      Será tudo em vão.
Jaz no íntimo □ do abandono
      O meu coração.

14 - 7 - 1918

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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