Pequeno o espao que de ns separa
O que havemos de ser quando morrermos.
No conhecemos quem ser ento
      Aquele que hoje somos.

S o passado, a ele e ns comum,
Ser indcio de que a nossa alma
Persiste e como antiga ama, conta
      Histrias esquecidas...

Se pudssemos pr o pensamento
Com exacta viso adentro vida [?]
Que havemos de ter naquela hora,
      Estranhos olharamos
 
O que somos, cuidando ver um outro
E o spao temporal que hoje habitamos
Luz onde nossa alma nasceu
      Perdida antes de a termos.


[?] palavra de leitura duvidosa

31 - 1 - 1922

In Poesia , Assrio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
[[PEQUENO É O ESPAÇO QUE DE NÓS SEPARA]]
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