Nos altos ramos de árvores frondosas
O vento faz um rumor frio e alto,
Nesta floresta, em este som me perco
        E sozinho medito.

Assim no mundo, acima do que sinto,
Um vento faz a vida, e a deixa, e a toma,
E nada tem sentido — nem a alma
        Com que penso sozinho.

26 - 4 - 1928

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
[NOS ALTOS RAMOS DE ÁRVORES FRONDOSAS ]
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