Que rios perdidos
Em outros países
Reflectem a sombra
De casas felizes

A cuja janela
Assoma a ondear
O som de uma voz
Alegre’ a cantar...

Não é aqui perto;
É longe daqui…
Não há p’ra lá barcos
E a vida é assim.

16 - 5 - 1914

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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