O que magoa ver o pobre
timorense esqulido beber
gua do pntano,
onde se escoam lixos,
comer poeira
e saudar-me quando
rodo na estrada,
deus ocioso.

Tantos e tantos outros,
timorenses esqulidos,
olham-se como se dever fosse
abrir covas,
plantar repasto
de milho, arroz e carne,
encher copos vazios,
de bebedeira e sonho,
que no magoes,
mortifique o cio,
reanime o tempo.

Fugir melhor que prometer
esperana em melhores dias.

Fugir atrasar
o discurso limite
travado pelas rodas
da dvida manaca.

Eu no prometo nada.
Invoco os montes
feridos pela luz,
o mar que me circunda
em Dli terra-tdio e de m gente.

Afino-me pelo timbre
limpo das almas
dos timorenses esqulidos
que me soletram vivo.

E sigo,
limpo na alma e no rosto,
sujeito condio que me redime.
Os Timorenses s tero razo
quando me matarem

 

 


In Uma Sequncia Timorense
Ruy Cinatti
PROPóSITO INADIáVEL
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