Ter outro corpo outro ser!
Ter uma alma clara e certa.
Ver o que sou como ver
Por uma janela aberta!
Ah, se eu, se eu, se eu, se eu...
Mas, se eu fosse outro era outro.
Ah, se o văo Pégaso meu
Tivesse um passo de potro!...

 

24 - 8 - 1930

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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