O ritmo antigo que há em pés descalços,
Esse ritmo das ninfas repetido,
       Quando sob o arvoredo 
       Batem o som da dança,
Vós na alva praia relembrai, fazendo,
Que scura a spuma deixa; vós, infantes,
       Que inda não tendes cura
       De ter cura, responde
Ruidosa a roda, enquanto arqueia Apolo
Como um ramo alto, a curva azul que doura,
       E a perene maré
       Flui, enchente ou vazante.

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
« Voltar