E que sossego feliz
À beira de não há estrada!

Os jardins só com o aroma
A vida uns sons vagos só…
E que o sono que me toma
Me faça dormir de dó.

De dó da vida perdida
De dó da alma deserta,
Como uma música ouvida
Pela janela entreaberta.

 


In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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