Tudo acaba: esse monstro carrancudo,
Prole do Averno, efeito do pecado,
Tudo a cinza reduz, brandindo, irado,
Com sanguinosas mãos a ferro agudo.

Oh fatal desengano, horrendo e mudo,
Em pavorosos mármores gravado!
Oh letreiros da Morte! Oh lei do Fado!
É verdade, é verdade: acaba tudo.

Eis o nosso misérrimo destino;
Assim o ordena quem nos céus impera.
Basta! Adoremos o poder divino!

Reprime os passos, caminhante, espera;
E no epitáfio do infeliz Josino
Lê o teu nada, o que tu és pondera.

 

Bocage
DEPLORANDO A FRAGILIDADE HUMANA
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