Do meu velho solar
Abriram-se as portas
De par em par...

Que razão havia
Para que se abrissem?
Nada lá existia...

Não havia nada...
Não havia mesmo
A memória errada

Duns antepassados...
Pobre solar velho...
E a Vida?... Aos bocados...

16 - 4 - 1914

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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