|
Que coisa distante Está perto de mim? Que brisa fragrante Me vem neste instante De ignoto jardim?
Se alguém mo dissesse, Não quisera crer. Mas sinto-o, e é esse O ar bom que me tece Visões sem as ver.
Não sei se é dormindo Ou alheado que estou: Sei que estou sentindo A boca sorrindo Aos sonhos que sou.
2
-
10
-
1933
In Poesia 1931-1935 e não datada
, Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
|