Que torpor vela o olhar que quero ter?
É um sono que me obriga
A não saber quem sou ou sonho ser,
Ou qualquer vaga coisa antiga,
Que está pensando, ébria de memória,
Numa vida que não teve
Antes que a vida que há tivesse história
E que esse história fosse breve?
Nada: um cansaço que me pesa sobre
cada órbita que vê
Na involuntária pálpebra que a cobre
O calor cego de uma fé.