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Se h arte ou cincia para ler a sina Ao que em ns o Destino faz de ns, D-me que eu a no saiba, e que, indivina Me corra a vida vagamente e a ss.
Que quero eu do futuro que no tenho? Que me pesa hoje, ou alegra, o que serei? Sei, por lembrar, de que passado venho, E onde hoje estou incertamente sei.
O mais, o que o futuro me dar, Deixo a quem d e forma como o der. Basta a sombra que esta rvore me d E a sensao de nada mais querer.
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1934
In Poesia 1931-1935 e no datada
, Assrio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
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