Tenho sono. Depois de não sentir
Em tão longos momentos de pensar,
Cansei-me de saber que era sonhar,
E só sonhar, o que era eu existir.
E, assim, recluso entre os errados muros
Das conclusões a que ninguém chegou,
Abdiquei minha sombra e o que sou
Em grandes, vagos, gestos só obscuros...
Puseram os taipais no que perdi.
Negaram a verdade ao que sonhei.
E então, então, me coroaram rei
E senti a coroa que não vi.