Sinto-me forte contra a vida inteira
Neste momento.
A mim mesmo tomei a dianteira.
Sinto que não há em nada noite ou vento
Que estorve minha vida aventureira.
Mas já, ao senti-lo, sei que não o sinto
Com o querer,
Mas com o sonho com que me amplo minto.
Sei já que não o quererei perder.
Noutra esta vida do confiar pressinto.
Sarça que não aquece nem dá luz,
Fogo-fátuo de mim,
Para que vens pôr no meu ser a flux
Um tumulto de qu’rer sem ser nem fim?
Ó árvore crescendo para cruz,
Porque florir no meu jardim?