Nos pinheirais
Quantas desgraças
Lembram teus ais.
Quanta tristeza
Sem o perdão
De chorar, pesa
No coração.
Minh’alma alada
Sinto-te bem,
Vento na estrada
Poeirando além...
Gemes distante
Desfolhas perto...
Repassas errante
Meu pinhal aberto.
E ó vento vago
Das solidões
Traze um afago
Aos corações.
À dor que ignoras
Presta os teus ais,
Vento que choras
Nos pinheirais.