Tine fina ainda
A campainha f’rida
De que se inclina a linda
Lida de livre e ardida,
Porque vibrada, e a ida
De ela pra ali e a vinda
Do seu oscilar finda
No tremular perdida.
Simultânea ferida
Da hora prolixa e infinda
Sob pálpebra descida
O olhar que a sombra alinda
E o estio em frio fina.
Quem fica a rir da advinda
Prece que dói, convida
E divide porque inda
Sobra do frio a vida?
Cicio frio.., e brinda
Nossa alma a hora lida...