[I]
Sua sombra precursora já é bela...
Com que beleza outra que a duma estrela
Ou de uma flor, □ e peregrina
Ela vem, tão humana que é divina...
Nasceu do mar nalgum momento etéreo
Da sua carne glauca, e por mistério
Dos que a sorte humanamente aos Deuses deu
Não era virgem já quando nasceu...
II
Ao meu ouvido □ de medo
Disseram ser segredo não ter Alma
Ela é uma sombra-luz. Não contém
Outra vida que a vida que ela tem.
Tem a alma à flor do corpo, ri com todo
O corpo, todo o corpo é uma alma-modo
De formosura... Sua carne é branca
E um ritmo de onda vai-lhe de anca a anca...
Que carnalmente espiritual! A onda
Deu-lhe o ritmo do ser, ritmo que sonda
O oceano da Beleza anterior
Aos Deuses e ao seu □ fulgor...