Cansado do universo e seriedade
Da abstracção que não finda e que é o fundo
Do meu fatal pôr-olhos sobre o mundo,
Pobre de amor e rico de ansiedade,
Já nada me seduz nem me persuade.

 

29 - 12 - 1911

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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