Suspiro, quero ir contigo, Leve fumo dum lamento, Para o céu do sentimento. Quero ver onde vais ter, Vão filho das nossas queixas Depois que leve nos deixas. Talvez que contigo indo Conhecerei finalmente Onde a alegria se sente. Para quê? Eu regressava. Conhecendo ficaria Melhor o que é alegria; Era a suprema desgraça — Pra quem a não pode ter Quanto é bela conhecer.
15 - 11 - 1908

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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