Têm sono em mim...
Não sou eu, e existo...
Sempre que me atristo
É sem causa ou fim.

Levam o guerreiro
Morto entre alas de aço...
Fumo pelo espaço,
Se de mim me abeiro...

As portas abertas
Não ‘speram ninguém...

17 - 9 - 1914

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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