Aranha, anha,
Tão muda e mole:
Teu fio de Lua
Soluça ao Sol.

Aranha, anha,
Que ninguém ama:
Teu fio de Lua
É a tua cama.

Aranha, anha,
De noite e dia
Teu fio de Lua
Ninguém o fia.

Aranha, anha,
Que o mundo mata:
Teu fio de Lua
Ninguém desata.


In O LIVRO DA TILA - CANTIGAS PEQUENINAS , Atlântida Editora, 1973
Matilde Rosa Araújo
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