ramos jovens: falvamos do mbar
ou dos minsculos veios de sol espesso
onde comea o vero; e sabamos
como a msica sobe s torres do trigo.

Sem vocao para a morte, vamos passar os barcos,
desatando um a um os ns do silncio.
Pegavas num fruto: eis o espao ardente
de ventre, espao denso, redondo maduro,

dizias; espao diurno onde o rumor
do sangue um rumor de ave –
repara como voa, e poisa nos ombros
da Catarina que no cessam de matar.

Sem vocao para a morte, dizamos. Tambm
ela, tambm ela a no tinha. Na plancie
branca era uma fonte: em si trazia
um corao inclinado para a semente do fogo.

Morre-se de ter uns olhos de cristal,
morre-se de ter um corpo, quando subitamente
uma bala descobre a juventude
da nossa carne acesa at aos lbios.


Catarina, ou Jos – o que um nome?
Que nome nos impede de morrer,
quando se beija a terra devagar
ou uma criana trazida pela brisa?


In Outros Epitfios
Eugénio de Andrade
DISCURSO TARDIO à MEMóRIA DE JOSé DIAS COELHO
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