Quantas cansadas vezes o meu peito
Tem respirado conscientemente
O ar pesado, arquejado, subsistente
Deste mundo irreal e imperfeito;
Quantas... e no meu triste e  leito
O peso estéril de ser existente 
É tantas vezes a  serpente
Que cinjo em corpo o que em ideia enjeito.


 espaço deixado em branco pelo autor

8 - 2 - 1913

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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