Toda a gente me inveja
porque ando contigo nos braços...

Tu que pareces um perfume desenhado de mulher
vestida de pólen
e dois olhos que são dois instrumentos modernos
a auxiliarem a melodia do jazz...

Tu que rodopias, leve,
no desdobrar de seda
que paira neste vento de música
que só as pétalas entendem...

Tu que...
                   (Ah! tu que me pesas nos braços
como se trouxesses um esqueleto de lágrimas
e uma bola de metal no coração
ferrugenta do meu remorso.)


In Cabaré
José Gomes Ferreira
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