Um amor de mulata atrai o corpo
habituado a lides extrínsecas.
Modela, circunspecto, as pernas, o rosto,
os seios-olhos, as partes oblíquas.
Quer falar
palavras sem medida, infecciosas.
Sorri.
Mede distâncias.
Retrai-se ao ínfimo
que separa ainda duas almas
coetâneas, mas só por momentos,
no bar frente à baía de Sto. António, ilha do Príncipe.

In Lembranças para S. Tomé e Príncipe
Ruy Cinatti
BREVE ENCONTRO
« Voltar