Mãos brancas, mãos humanas, tão humanas! Tão mistério!
Que estranho o haver gente, e mãos!
Meus pensamentos, todos vãos,
Têm um longe sidério!

O horror de haver qualquer cousa!

27 - 9 - 1913

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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