Quando olho para a terra
Ela cresce e se alarga...
Até que enfim me aterra...

Não é que o seu tamanho
Se avolume e apareça
Enorme, vago, estranho...

É que tão claro fica
O ser de cada sombra
De cada pequena cousa.

2 - 10 - 1915

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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