De bêbado, caiu-me o fósforo dos dedos…
Grandes paisagens, grandes esperanças
Caíram-me dos dedos
Como o fósforo e as lembranças…

Minha tendência é divina. Bebi tanto
Que não posso pensar nem me entreter
Senão em musas de postiço encanto.
Entretanto, deixem-me morrer.

2 - 11 - 1933

In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006
Fernando Pessoa
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