Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria. 
      Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Ninguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
      Cumpre alto. Sê teu filho.
19 - 11 - 1930

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
« Voltar