Veloz a sombra
Vai sobre a água…
Assim meu sonho
Por minha mágoa…

Minha tristeza
Sonha acordada
Canta embalando
Ela é embalada…

«Dorme, sossega…»
A sombra informe
Passa… e ela canta
E nunca dorme.

29 - 9 - 1911

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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