Ninguém a outro ama, senão que ama 
O que de si há nele, ou é suposto. 
Nada te pese que não te amem. Sentem-te 
      Quem és, e és estrangeiro. 
Cura de ser quem és, amam-te ou nunca. 
Firme contigo, sofrerás avaro  
      De penas.
10 - 7 - 1932

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 2000
Ricardo Reis
« Voltar