Que órfão em mim dorme
Num degrau, e enorme
Rua vaga e informe

É aquela? Que norte
Toma o vento... Corte...
Que é que em mim não dorme?


[30-10-1912]

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005
Fernando Pessoa
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